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Esse precedente foi estabelecido pela Pantone anos antes, quando escolhemos o Cerulean como a primeira Pantone Cor do Ano, em 2000. Chamada de “a cor do futuro” esse tom de azul refletia uma sensação de paz e realização espiritual enquanto o mundo entrava em uma época incerta, mas cheia de possibilidades. A tecnologia avançava em ritmo acelerado no início do novo século e os princípios que motivaram essa escolha continuam atuais na era da inteligência artificial. Em meio ao ritmo intenso do mundo moderno, as pessoas buscam paz interior — uma necessidade que a Pantone identificou antes mesmo de ela se tornar evidente.

Outro motivo que levou a Pantone a escolher o Cerulean como a primeira Pantone Cor do Ano foi a preocupação com as questões ambientais, especialmente relacionadas ao abastecimento de água limpa e potável — um desafio que continua presente e que, talvez hoje, seja ainda mais urgente. “O esgotamento dos recursos naturais e a poluição do meio ambiente, principalmente das nossas fontes de água, seguem sendo motivo de preocupação, o que também explica a popularidade do azul como a cor do futuro”, afirmou o Pantone Color Institute na época.

A capacidade da Pantone de identificar o potencial dessas cores antes que elas ganhem destaque na mídia permaneceu constante desde que o Cerulean deu início à tradição da Pantone Cor do Ano. As escolhas da marca continuam fundamentadas na psicologia das cores e nos motivos que tornam cada tonalidade significativa. Até mesmo a escolha de Cloud Dancer como a Pantone Cor do Ano de 2026 reforça a ideia de que o que acontece na cultura global é expresso e refletido pela linguagem das cores. “O Cerulean é o céu; o Cloud Dancer são as nuvens”, disse Lee. “Está tudo conectado.”